Além dos exames investigativos, cultivar hábitos saudáveis também é uma estratégia de sucesso quando se trata da doença.
O aumento de diagnósticos de câncer de intestino entre a população mais jovem é uma crescente preocupação na medicina. Embora ainda não haja uma resposta definitiva quanto aos fatores desencadeantes, diversos aspectos podem estar contribuindo para essa tendência.
Acredita-se que os hábitos de vida, incluindo dieta, obesidade, sedentarismo e outros fatores relacionados, desempenham um papel importante nesse aumento.
O câncer de intestino é o tipo de tumor com maior projeção para o quinquênio 2026-2030, com aumento previsto em 10% entre as pessoas de 30 a 69 anos. A afirmação é baseada no artigo Os objetivos de desenvolvimento sustentável para o câncer podem ser cumpridos no Brasil?, publicado por pesquisadores do Instituto Nacional de Câncer (INCA) na revista Frontiers in Oncology.
O câncer colorretal é o terceiro tipo de câncer mais frequente em homens e mulheres. No entanto, embora seja comum e muito curável em estágio inicial, ainda há muita desinformação sobre a doença, o que dificulta o seu diagnóstico precoce e enfrentamento.
Ele tem origem a partir de lesões nas paredes intestinais, chamadas de “pólipos”, estruturas que aparentam pequenas “bolinhas” ou “cogumelos”.
Existem os pólipos benignos, chamados de hiperplásicos, que podem ser removidos, inclusive durante a colonoscopia, sem causar complicações ao paciente.
Por outro lado, há a possibilidade de surgimento de pólipo adenomatoso, que é o tipo que cresce com células malignas.
Esse tipo de câncer pode afetar o cólon, que representa a maior parte do intestino grosso, com extensão de cerca de 1,5 metro, ou afetar o reto, região final do órgão, já nas proximidades do ânus. Por essa razão, a doença também é chamada de câncer de cólon e reto ou de câncer colorretal.
É uma doença muito preocupante, porque é capaz de se desenvolver de forma “silenciosa” durante anos e, quando o paciente se dá conta do problema, já está em estágio avançado.
Um exemplo comum é quando alguém que anteriormente tinha constipação intestinal, agora experimenta uma frequência maior de episódios de intestino solto, ou quando alguém que tinha evacuações regulares diárias passa a tê-las a intervalos grandes.
A doença provoca sintomas como alteração na forma das fezes, presença de sangue nas fezes, ocorrência de diarreia e intestino preso de forma persistente ou alternada. Desconforto ou dor abdominal, anemia, fraqueza e perda de peso sem causa aparente.
Segundo uma pesquisa da Bayer em parceria com a IQVIA, os sintomas mais comuns relatados pelos pacientes com esse tipo de câncer foram:
• sensação de estufamento (54%)
• diarreia (51%)
• prisão de ventre (45%)
• sensação de não esvaziamento total ao defecar (28%)
Entre os fatores de risco relacionados ao desenvolvimento, os principais são:
• Alimentação rica em ultra processados: carne vermelha, salame, salsicha e embutidos no geral
• Obesidade e excesso de peso
• Tabagismo
• Sedentarismo
• Doenças inflamatórias no intestino
• Predisposição genética
Estudos epidemiológicos levantam a hipótese de que outros fatores ambientais possam ter influência, como: aumento do uso de antibióticos que modificam a composição da flora intestinal e a maior presença de toxinas em contato com a mucosa intestinal.
Para garantir que a doença seja detectada precocemente, o mais importante é que as pessoas fiquem atentas às mudanças em suas rotinas intestinais, que realizem consultas periódicas com um especialista e façam os exames de rastreio de acordo com a indicação, que depende da idade e histórico familiar.
O exame padrão ouro atualmente para detectar esse câncer é a Colonoscopia.
A grande vantagem desse exame é que além ser um de exame preventivo, também funciona como tratamento porque, além de diagnosticar a presença de pólipos, pode-se removê-los quando encontrados no intestino, independentemente de suas características.
Atualmente, recomenda-se o rastreamento do câncer de intestino a partir dos 45 anos, uma mudança recente em relação à idade anteriormente recomendada de 50 anos. No entanto, em casos de histórico familiar da doença, é aconselhável iniciar o rastreamento mais cedo.
No entanto, a depender do tamanho, localização e da extensão do tumor, podem ser necessários outros tratamentos, como cirurgias, radioterapia, quimioterapia ou até mesmo terapias orais, baseadas em medicamentos modernos que combatem o câncer conforme suas características genéticas.
O tratamento do câncer colorretal é altamente personalizado, adaptando-se à situação específica de cada paciente.
Se você se identificou com os sintomas citados, não perca tempo.
Entre em contato e agende uma consulta.
Dr. Guilherme Gava
Cirurgia Robótica Digestiva